Antes de assinar um contrato de crédito, conheça os três cálculos essenciais que deve fazer para garantir uma decisão sustentável e evitar apertos financeiros no futuro.
Antes de assinar qualquer contrato de crédito, há três cálculos simples que pode fazer para perceber se a operação é mesmo sustentável. Ficam aqui, com exemplos.
Pedir um crédito, seja para comprar casa, mudar de carro ou financiar um projeto, é uma das decisões financeiras mais importantes da vida de uma família. Ainda assim, é comum decidir olhando apenas para um número: o valor da
prestação mensal.
Só que a prestação, sozinha, não conta a história toda. Antes de assinar, há três contas que qualquer pessoa consegue fazer e que evitam apertos nos anos seguintes.
1. A taxa de esforço
Mede quanto do seu rendimento mensal líquido fica comprometido com o pagamento de créditos.
Como calcular:
Taxa de esforço = (soma de todas as prestações de crédito ÷ rendimento mensal líquido) × 100
Um exemplo: se o agregado tem 2.000€ de rendimento líquido e as prestações (habitação, automóvel, pessoal) somam 700€, a taxa de esforço é de 35%. A recomendação geral, que os próprios bancos seguem na análise de risco, é
não ultrapassar os 30% a 35% do rendimento líquido familiar. Acima disso, um imprevisto pesa muito mais.
2. O custo total do crédito
Duas propostas com a mesma prestação podem custar valores muito diferentes no fim, consoante o prazo e a taxa. Um prazo mais longo baixa a prestação, mas aumenta os juros que paga ao longo do contrato.
Como calcular:
Custo total = (prestação mensal × número de meses) + comissões e seguros - capital emprestado
Esta conta mostra, em euros, quanto está mesmo a pagar pelo crédito, para lá do que sai da conta todos os meses. É este número que deve pesar na comparação entre propostas.
3. A almofada que sobra depois da prestação
Depois de tirar a prestação ao rendimento, quanto sobra para o resto (alimentação, transportes, saúde, educação) e ainda para poupar?
Como calcular:
Margem disponível = rendimento mensal líquido - prestação de crédito - despesas fixas mensais
Se esta margem for demasiado curta, qualquer imprevisto, como uma reparação ou uma quebra de rendimento, pode pôr em causa o pagamento do crédito. O ideal é que sobre espaço para criar ou manter um fundo de
emergência.
Porque estas contas fazem a diferença
Fazer estas três contas antes de assinar não é burocracia. É a forma mais simples de saber se o crédito é sustentável a médio e longo prazo, e não só confortável no primeiro mês. Na DS Intermediários de Crédito é isto que fazemos
consigo: comparamos propostas de várias instituições e ajudamos a fazer as contas com rigor, para encontrar a solução certa para a sua realidade. Se está a pensar avançar, fale connosco e simule o seu crédito antes de decidir.