Antes de pedir um crédito, faça estas 3 contas

21 julho 2026
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Antes de assinar um contrato de crédito, conheça os três cálculos essenciais que deve fazer para garantir uma decisão sustentável e evitar apertos financeiros no futuro.

Antes de assinar qualquer contrato de crédito, há três cálculos simples que pode fazer para perceber se a operação é mesmo sustentável. Ficam aqui, com exemplos.

 

Pedir um crédito, seja para comprar casa, mudar de carro ou financiar um projeto, é uma das decisões financeiras mais importantes da vida de uma família. Ainda assim, é comum decidir olhando apenas para um número: o valor da
prestação mensal.

 

Só que a prestação, sozinha, não conta a história toda. Antes de assinar, há três contas que qualquer pessoa consegue fazer e que evitam apertos nos anos seguintes.

 

1. A taxa de esforço

Mede quanto do seu rendimento mensal líquido fica comprometido com o pagamento de créditos.

 

Como calcular:

Taxa de esforço = (soma de todas as prestações de crédito ÷ rendimento mensal líquido) × 100

Um exemplo: se o agregado tem 2.000€ de rendimento líquido e as prestações (habitação, automóvel, pessoal) somam 700€, a taxa de esforço é de 35%. A recomendação geral, que os próprios bancos seguem na análise de risco, é
não ultrapassar os 30% a 35% do rendimento líquido familiar. Acima disso, um imprevisto pesa muito mais.

 

2. O custo total do crédito

Duas propostas com a mesma prestação podem custar valores muito diferentes no fim, consoante o prazo e a taxa. Um prazo mais longo baixa a prestação, mas aumenta os juros que paga ao longo do contrato.

Como calcular:

Custo total = (prestação mensal × número de meses) + comissões e seguros - capital emprestado

Esta conta mostra, em euros, quanto está mesmo a pagar pelo crédito, para lá do que sai da conta todos os meses. É este número que deve pesar na comparação entre propostas.

 

3. A almofada que sobra depois da prestação

Depois de tirar a prestação ao rendimento, quanto sobra para o resto (alimentação, transportes, saúde, educação) e ainda para poupar?

Como calcular:

 

Margem disponível = rendimento mensal líquido - prestação de crédito - despesas fixas mensais

Se esta margem for demasiado curta, qualquer imprevisto, como uma reparação ou uma quebra de rendimento, pode pôr em causa o pagamento do crédito. O ideal é que sobre espaço para criar ou manter um fundo de
emergência.

 

Porque estas contas fazem a diferença

Fazer estas três contas antes de assinar não é burocracia. É a forma mais simples de saber se o crédito é sustentável a médio e longo prazo, e não só confortável no primeiro mês. Na DS Intermediários de Crédito é isto que fazemos
consigo: comparamos propostas de várias instituições e ajudamos a fazer as contas com rigor, para encontrar a solução certa para a sua realidade. Se está a pensar avançar, fale connosco e simule o seu crédito antes de decidir.